Sinopse
No âmbito da cosmovisão cristã vigente na Europa pré-moderna, a Verdade era absoluta e gozava dos respectivos direitos. O Protestantismo destruiu a unidade cristã, mas não fomentou qualquer ideal de tolerância religiosa. Em vez disso, por se ter associado intimamente com a Reforma levada a cabo por Henrique VIII e com a consolidação do Estado isabelino, o Protestantismo contribuiu para disseminar crenças milenaristas no papel decisivo que Deus teria reservado para Inglaterra, assim contribuindo para agudizar a oposição entre o Bem e o Mal, entre os representantes de Cristo e do Anticristo.
No ambiente vertiginoso da década de 1640, Milton, Cromwell e os independentes defenderam a liberdade de consciência, ao passo que os Levellers e os separatistas radicais advogavam a tolerância e a liberdade religiosa. Durante a Revolução Puritana, o desenvolvimento da tolerância decorreu de considerações pragmáticas no longo caminho que conduziria ao ideal de unidade religiosa.
